A ESPADA DE PEDRO

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“Mas Jesus disse a Pedro: Põe a tua espada na bainha; não beberei eu o cálice que o Pai me deu?” (João 18.11)
Comentário: A cultura é bem marcante na vida do judeu, os fatos que ocorreram no passado, ainda nos tempos de Jesus estavam bem presentes, veja que o mestre fazia uma alegoria da necessidade de pregar o evangelho como se fosse uma guerra em que todos os participantes ficassem bem preparados, observe esse versículo: “Disse-lhes pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a” (Lucas 22.36). Um judeu sem capa seria o mesmo que tirar a barba, pois a capa era um peça de roupa muito importante no frio ou no calor, e servia por lençol pelos caminhos quando havia necessidade de repouso nas longas noites da Judéia. E Jesus exemplificava que antes era ainda paz ao dizer: “E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada” (Lucas 22.35), mesmo sem bolsa, alforje e alparcas, Deus nos sustenta dentro da sua obra. A fé é inevitável na vida dos enviados de Deus.

Acho patético a atitude de um discípulo ao declara que estava em suas posses 2 espadas, fato esse que levou Jesus em tom aborrecido a dizer: “ basta.”
Basta de ignorância, de violência, de armas no meio dos santos, um basta na carnalidade da futura igreja. Jesus se preparava para enfrentar a morte, o diabo e os homens. Sabemos que essa era uma perfeita ocasião que o diabo aguardava , desde o deserto, quando investiu contra Jesus: “E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo” ( Lucas 4.13), a frase: “ausentou-se dele por algum tempo” revela-no que esse tempo acabara de chegar na vida dos discípulos, menos de Jesus, digo com referencia a esse episodio: “Mas Jesus disse a Pedro: Põe a tua espada na bainha; não beberei eu o cálice que o Pai me deu?” (João 18.11), essa foi a outra oportunidade que o inimigo teve para impedir o plano de salvação de Deus. É preciso que os santos se desfaçam do homem velho juntamente com suas armas, para se compromissar de forma cabal na seara do Senhor Jesus. Então vimos que: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” (II Coríntios 10.4). Amém! “Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6.17)

Pr. Álvaro Olímpio

IEL - Igreja Evangélica Ludovicense
 em São Luís do Maranhão
olvaro@rocketmail.com

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