Santificação

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1 Tessalonicenses 4.3 e 5.23

INTRODUÇÃO:
A oração é a disciplina espiritual mais conhecida e menos praticada. A Santificação é a doutrina bíblica menos ensinada e pregada e não mais vivida que a oração.
A doutrina da Santificação tem sido por vezes, renegada a segundo plano na história e na pregação do Cristianismo.
Essa realidade se constitui em um grande paradoxo para nós os cristãos, isso porque, o nosso Deus é Santo, contudo o seu povo, chamado de ‘os santos’, não apresenta as características da Santidade de Deus.
O que há hoje, devido a esta falta de ensino é uma série de conceitos e visões distorcidas do que vem a ser a SANTIFICAÇÃO.
Vejamos alguns “modelos” de santidade mais absurdos e extravagantes que se possa imaginar:

Santidade CARRANCUDA: Aqueles que confundem santidade com mau humor, com antipatia... A santidade daqueles que pensam, que para ser 'santos' não poder sorrir, se alegrar, ser simpáticos.
Santidade ESTEREOTIPADA: a santidade do exterior, a santidade “cinematográfica”, santidade em função dos outros, do que os outros vêm e falam. A santidade dos “tipos” — do cabelo longo, da longa saia, do terno, Etc.
Santidade EXTRATERRESTRE: A santidade dos “fugitivos do mu do”. A santidade da vida monástica. Daqueles que só são santos se estão ‘longe do mundo, dos pecadores. Pode ser comparada com o “caramujo” (cabeça para dentro) e o avestruz (cabeça enterrada).
Santidade MODERNINHA: A santidade de muitos teólogos “liberais”. Dizem que os preceitos éticos da bíblia estão ultrapassados. Eram se para época “da lei”, que “isso hoje legalismo” — agora estamos na “graça”... A santidade daqueles que continuam insistindo distorcidamente que “o mau não o que entra pela boca do homem” e têm sido “fisgados pela boca” — pela ira do Deus Santo e zeloso...
É urgente para o povo de Deus redescobrir a doutrina da santidade; que ela seja pregada, que ela seja vivida.
A Santificação não uma doutrina arcana, esotérica, escondida nas entrelinhas de um ou dois versos da bíblia, mas um conceito trabalhadíssimo tanto no A.T. como no N.T., além disso, uma das principais bandeiras da teologia e do povo cristão.

O QUE É SANTIFICAÇÃO?
O vocábulo significa: dedicação, ser posto à parte para uso exclusivo, tornar santo.
No sentido lato, Santificação significa todas as experiências cristãs que vão desde o novo nascimento até a glorificação. Começa com o novo nascimento e opera em nós ate o dia do encontro “face a face” com Cristo.
Então, Santificação é um Processo:
Um processo de crescimento contínuo, constante, pelo qual o Espírito Santo vai afinando as nossas emoções, temperamentos, comportamentos, caráter, vida, ate sermos tomados de “toda a plenitude de Deus” (Ef. 3.19).
O grande propósito de Deus ter uma grande família com muitos filhos semelhantes a Jesus Cristo.
A santificação é o processo que nos assemelha a Jesus Cristo, nos identificando com Cristo na sua morte e ressureição.
Implica em ter:
-a “mente de Cristo”, uma mente renovada (Rm. 12.2);
-o caráter de Cristo, com “o fruto do Espírito” (Gl. 5.22,23);
-o caráter dos “bem-aventurados” (Mt. 5.1-8);
-“imitar a Cristo” (Ef. 5.l; Fp. 2.5-11).
Em 1 Tss. 5.12-22, temos uma lista de atributos da santificação. Logo a seguir, o apostolo diz sobre o “segredo da santificação” que é o próprio Deus (1 Tss. 5.23-24).

POR QUE NECESSÁRIA A SANTIFICAÇÃO?
a) Porque o Senhor é Santo e deseja que também sejamos: 1 Pe 1.15,16
b) Esta é a vontade do Pai: 1 Tss. 4. 3
c) Condição para ‘ver a Deus”: Hb.12.14 e Mt.5.8.
d) Condição para Deus executar maravilhas no meio de seu povo: Josué 3.5.

COMO NOS SANTIFICAR?
A santificação algo ministrado aos corações humanos pela força e obra do Deus Triúno. Só o Deus Pai, filho e Espírito Santo tem o poder de tornar santa uma vida.
É preciso, no entanto, que se compreenda que, o mesmo Deus que nos santifica, opera em nós e nos dá a ordem “santificai-vos”. Isso equivale a dizer que no processo de santificação há coisas que se Deus faz e há coisas que só nós podemos fazer. A “plena” santificação ocorrerá do “casamento” da obra de Deus e da nossa obra em direção da santificação.

1- O QUE DEUS FAZ?
a) Nos dá Fé
Sem fé não haverá santificação. Todas as bênçãos que estão disponíveis a nós nessa dispensação da Graça são apossadas pela fé. A fé é um dom de Deus. Preciso pedir fé a Deus, alimentar-se da palavra, que gera fé para sermos santos. Santificação é uma vida que começa e continua pela Fé; continuamos andando “Nele” (Cl. 2.6).
b) Nos enche do Espírito
Não há santificação que não seja “santificação do Espírito Santo” (1 Pe 1.2). Se o Espírito é SANTO, precisamos ser cheios dele para sermos santos. Isso implica em conhecer de forma profunda, vivenciada, a capacidade santificadora do Espírito.
É preciso que se diga que todos os que nasceram de novo têm o Espírito Santo residindo em seus corações. MAS nem todos os crentes se enchem do Espírito. Há grande diferença em ter o Espírito na regeneração e no ‘enchimento do Espírito’. É diferente ter o Espírito “residente” e o ter como “presidente”.
Milhares de pessoas testificam que s começaram a ‘correr’, a caminhar mais rapidamente no processo de Santificação, após o batismo (enchimento, plenitude...) do Espírito. Ele e a porta para a santificação.

II- Q QUE NÓS FAZEMOS?
a) Obediência consciente e constante à Palavra (Jo.17.7).
Implica em procurar agradar ao Pai (Jo 8.29).
b) Consagração integral
Tudo para Ele, tudo nas mãos dele; em uma consagração ativa, urna rendição que age, exercita a fé, se deixa moldar (Jr.18).
c) Fugir de toda a aparência do mal (1 Tess. 5.22).
Esta é a mais prática maneira de nos santificarmos. É ‘abreviar’ ao máximo o nosso contato com o inimigo: evitar pisar no terreno minado do campo do adversário, nas areias movediças das fontes da tentação: a carne, o mundo e o diabo.
Precisamos conhecer bem a nós mesmos, sabermos as áreas que somos mais fracos ou mais susceptíveis à tentação e vigiarmos nelas. “fugir da aparência do mal” não fugir do diabo.  Ao diabo nós resistimos e ele é quem foge de nós (Tg. 4.7). Fugir de toda a aparência do mal e evitar as “fontes da tentação” como: ambientes perniciosos, leituras nocivas à fé, amizades que não edificam e influenciam para o mal, etc.

CONCLUSÃO
Moody disse que “ser santo fazer aquilo que o pecador zomba e que Deus coroa”.
Jonathan Edwards acreditava que “qualquer experiência com Deus poderia ser fingida, exceto aquela com urna visão da Sua santidade”.
Uma visão interior da Santidade de Deus produzirá um estilo de vida de arrependimento. Que o contemplemos na Sua santidade e que sejamos a cada dia, santificados em tudo, Espírito, alma e corpo (1 Tess. 5.23).

SANTIDADE AO SENHOR!

Pr. Elerson Wester Oliveira de Paula
Retiro Espiritual em 20-23/ 02/ 1993.
Fazenda Família Agrícola

Pirapanema, Muriaé/MG

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